{"id":32611,"date":"2020-10-01T09:31:36","date_gmt":"2020-10-01T08:31:36","guid":{"rendered":"https:\/\/www.academiaclinicadragao.com\/uncategorized\/o-atleta-vegetariano-consideracoes-nutricionais\/"},"modified":"2022-04-19T23:44:18","modified_gmt":"2022-04-19T22:44:18","slug":"o-atleta-vegetariano-consideracoes-nutricionais","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.academiaclinicadragao.com\/en\/nutricao\/o-atleta-vegetariano-consideracoes-nutricionais\/","title":{"rendered":"THE VEGETARIAN ATHLETE: NUTRITIONAL CONSIDERATIONS"},"content":{"rendered":"<p>Artigo Publicado na Revista Portuguesa de Medicina Desportiva<\/p>\n<p>Dra. Ana Goios<sup>1,2<\/sup>, Dr. Rog\u00e9rio Pereira<sup>3-6<\/sup>, Dra. Ana Isabel Monteiro<sup>7<\/sup>, Dra. M\u00e1rcia Gon\u00e7alves<sup>1<\/sup>, Prof. Doutor Jo\u00e3o Espregueira-Mendes<sup>3,4,8-10<\/sup><\/p>\n<p><sup>1<\/sup>Faculdade de Ci\u00eancias da Nutri\u00e7\u00e3o e Alimenta\u00e7\u00e3o da Universidade do Porto; <sup>2<\/sup>Instituto de Sa\u00fade P\u00fablica da Universidade do Porto; <sup>3<\/sup>Cl\u00ednica do Drag\u00e3o, Espregueira-Mendes Sports Centre \u2013 FIFA Medical Centre of Excellence, Porto; <sup>4<\/sup>Dom Henrique Research Center, Porto; <sup>5<\/sup>Faculdade de Desporto da Universidade do Porto; <sup>6<\/sup>Escola Superior de Sa\u00fade, Universidade Fernando Pessoa, Porto; <sup>7<\/sup>Departamento da Juventude da C\u00e2mara Municipal de Vila Nova de Famalic\u00e3o; <sup>8<\/sup>Futebol Clube do Porto; <sup>9<\/sup>ICVS\/3B\u2019s-PT Government Associate Laboratory, Braga-Guimar\u00e3es; <sup>10<\/sup>3B\u2019s Research Group, Guimar\u00e3es; <sup>11<\/sup>Escola de Medicina, Universidade do Minho, Braga, Portugal.<\/p>\n<p><strong>\u00a0<\/strong><\/p>\n<h2><strong>RESUMO \/ ABSTRACT<\/strong><\/h2>\n<p>Dado o aumento do interesse e da ades\u00e3o de atletas a um padr\u00e3o alimentar vegetariano, h\u00e1 que refletir e investigar sobre a adequa\u00e7\u00e3o nutricional e potencial efeito na sa\u00fade e na performance desportiva. Uma dieta vegetariana, bem planeada, que inclua uma elevada variedade de alimentos de origem vegetal, permite atingir as necessidades energ\u00e9ticas e nutricionais de qualquer atleta. Especial aten\u00e7\u00e3o dever\u00e1 ser dada \u00e0 ingest\u00e3o de prote\u00edna, \u00e1cidos gordos \u00f3mega 3, c\u00e1lcio, ferro, iodo, zinco e vitaminas B12 e D, sendo a suplementa\u00e7\u00e3o eventualmente necess\u00e1ria. N\u00e3o h\u00e1 evid\u00eancia a favor dum impacto positivo ou negativo deste padr\u00e3o alimentar na performance desportiva.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Given the increased interest and adherence to a vegetarian diet by athletes, it is relevant to reflect and research about their nutritional adequacy and potential effect on health and athletic performance. Appropriately planned vegetarian diet, including a wide variety of plant-based foods, can provide sufficient energy and nutrients to meet athletes\u2019 needs. Special attention should be paid to the intake of protein, omega 3 fatty acids, calcium, iron, iodine, zinc and vitamins B12 and D, being the supplementation eventually needed. Convincing evidence in support of beneficial or adverse effects on performance of vegetarian diets is not available.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><strong>PALAVRAS-CHAVE \/ KEYWORDS<\/strong><\/p>\n<p>Dieta vegetariana, dieta vegan, atletas, sa\u00fade, performance<\/p>\n<p>Vegetarian diet, vegan diet, athletes, health, performance<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<h2><strong>Contextualiza\u00e7\u00e3o:<\/strong><\/h2>\n<p>A evid\u00eancia cient\u00edfica a favor duma maior presen\u00e7a de alimentos de origem vegetal tem aumentado, nomeadamente ao n\u00edvel da redu\u00e7\u00e3o de risco de doen\u00e7as cr\u00f3nicas, como a doen\u00e7a cardiovascular, certos tipos de cancro, diabetes tipo II e obesidade.<sup>1<\/sup> As redes sociais t\u00eam contribu\u00eddo para aumentar a visibilidade e a dissemina\u00e7\u00e3o do padr\u00e3o alimentar vegetariano. Para al\u00e9m dos alegados efeitos ben\u00e9ficos relacionados com a sa\u00fade, v\u00e1rias s\u00e3o as raz\u00f5es que podem levar a adotar este tipo de padr\u00e3o alimentar, desde quest\u00f5es ambientais, \u00e9ticas, religiosas e culturais, a quest\u00f5es relacionadas com o bem-estar dos animais.<sup>2<\/sup> No desporto, o testemunho de atletas de sucesso a n\u00edvel mundial, tais como Novak Djokovic, Lewis Hamilton e Venus Williams, tem vindo a fomentar o interesse e a potenciar a ado\u00e7\u00e3o deste padr\u00e3o alimentar como forma de otimizar a performance desportiva. <strong>Mas ser\u00e3o os atletas vegetarianos capazes de atingir as suas necessidades energ\u00e9ticas e nutricionais?<\/strong><\/p>\n<p>Atualmente, \u00e9 sabido que uma dieta vegetariana, desde que bem planeada, \u00e9 capaz de satisfazer as necessidades energ\u00e9ticas e nutricionais de qualquer ser humano, podendo ser adaptada a todas as fases do ciclo de vida e condi\u00e7\u00f5es (incluindo gr\u00e1vidas, lactentes, crian\u00e7as, adolescentes e idosos) e a atletas.<sup>3<\/sup>\u00a0 No entanto, \u201cdieta vegetariana\u201d e\u0301 um termo gen\u00e9rico atribu\u00eddo a um conjunto de padr\u00f5es alimentares, em que predominam os produtos de origem vegetal, mas com diferen\u00e7as consider\u00e1veis a n\u00edvel nutricional, em fun\u00e7\u00e3o do(s) grupo(s) alimentar(es) exclu\u00eddo(s) [Tabela 1]. <sup>2<\/sup><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><strong>Tabela 1.<\/strong> Dieta vegetariana: classifica\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"alignnone size-full wp-image-27249\" src=\"https:\/\/www.academiaclinicadragao.com\/wp-content\/uploads\/2022\/03\/TABELA-1-1.png\" alt=\"\" width=\"587\" height=\"224\" \/><\/p>\n<h2><strong>Considera\u00e7\u00f5es nutricionais<\/strong><\/h2>\n<p>Garantir um aporte energ\u00e9tico e nutricional adequado ao n\u00edvel de atividade f\u00edsica deve ser uma prioridade para todos os atletas, sejam vegetarianos ou omn\u00edvoros.<sup>4<\/sup><\/p>\n<p>Uma dieta de base vegetal equilibrada destaca-se pela sua riqueza em micronutrientes (pot\u00e1ssio, magn\u00e9sio, folato, vitaminas A, C, E e K), antioxidantes, polifen\u00f3is e pela elevada presen\u00e7a de alimentos fornecedores de hidratos de carbono (nomeadamente cereais, leguminosas e\u00a0 fruta), caracter\u00edsticas que a tornam interessante a n\u00edvel de rendimento desportivo e de recupera\u00e7\u00e3o.<sup>5, 6<\/sup> N\u00e3o obstante, uma dieta de base vegetal mal constru\u00edda poder\u00e1 comprometer a ingest\u00e3o de alguns nutrientes cr\u00edticos para a sa\u00fade e performance desportiva. Em fun\u00e7\u00e3o do padr\u00e3o alimentar, das prefer\u00eancias\/escolhas alimentares e da intensidade do exerc\u00edcio f\u00edsico, alguns atletas vegetarianos poder\u00e3o ter dificuldade em atingir as necessidades energ\u00e9ticas e a sua dieta poder\u00e1 apresentar quantidades sub-\u00f3timas de prote\u00edna, \u00e1cidos gordos \u00f3mega-3, algumas vitaminas (D e B12) e minerais (ferro, c\u00e1lcio, iodo e zinco), o que se deve \u00e0 menor quantidade e\/ou menor biodisponibilidade desses nutrientes nos alimentos de origem vegetal. <sup>5-7<\/sup><\/p>\n<p><strong>\u00a0<\/strong><\/p>\n<h2><strong>Energia<\/strong><\/h2>\n<p>As necessidades energ\u00e9ticas variam muito entre atletas. Para al\u00e9m de fatores inerentes ao pr\u00f3prio atleta, tais como sexo, idade e composi\u00e7\u00e3o corporal, outras vari\u00e1veis do exerc\u00edcio praticado como a dura\u00e7\u00e3o, intensidade e a periodiza\u00e7\u00e3o do treino (que pode variar de dia para dia e com a fase da \u00e9poca desportiva) s\u00e3o determinantes. Atingir as necessidades energ\u00e9ticas poder\u00e1 ser um desafio para alguns atletas vegetarianos, devido \u00e0 reduzida densidade energ\u00e9tica e ao elevado teor de fibra, que caracterizam os alimentos integrantes de uma dieta de base vegetal.<sup>8<\/sup> Esses atletas dever\u00e3o ser encorajados a realizar v\u00e1rias refei\u00e7\u00f5es\/snacks ao longo do dia (~5-8\/dia), a selecionar alimentos com elevada densidade energ\u00e9tica (ex.\u00a0 frutos oleaginosos) e com teor reduzido de fibra (ex. cereais mais refinados, sumos de fruta, etc.), e a organizar devidamente o seu dia alimentar, de forma a ter sempre alimentos facilmente dispon\u00edveis.<sup>8, 9<\/sup><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<h2><strong>Prote\u00edna: quantidade e qualidade<\/strong><\/h2>\n<p>\u00c9 consensual que os atletas apresentam necessidades proteicas (1,4 a 2,0 g\/Kg\/dia) superiores \u00e0 popula\u00e7\u00e3o em geral (0,8 g\/Kg\/dia).<sup>10<\/sup> Apesar da evid\u00eancia cient\u00edfica insuficiente para sugerir diferentes recomenda\u00e7\u00f5es para atletas vegetarianos, face aos atletas omn\u00edvoros, alguns autores consideram prudente que atletas veganos \u201corientem\u201d a sua ingest\u00e3o proteica para o limite superior das recomenda\u00e7\u00f5es (~2,0 g\/Kg\/dia ou at\u00e9 2,7 g\/Kg\/dia, durante per\u00edodos de maior restri\u00e7\u00e3o energ\u00e9tica), \u00a0para compensar o menor valor biol\u00f3gico das prote\u00ednas de origem vegetal.<sup>11<\/sup><\/p>\n<p>A qualidade de uma prote\u00edna pode ser definida como a sua capacidade para estimular a s\u00edntese proteica muscular, e \u00e9 determinada por dois par\u00e2metros: o conte\u00fado em amino\u00e1cidos essenciais e a digestibilidade. Face \u00e0s prote\u00ednas de origem animal, as prote\u00ednas de origem vegetal cont\u00eam menor conte\u00fado de amino\u00e1cidos essenciais (particularmente de leucina, um amino\u00e1cido com um papel amplamente reconhecido ao n\u00edvel da estimula\u00e7\u00e3o da s\u00edntese proteica, via ativa\u00e7\u00e3o do mTOR) e menor digestibilidade.<sup>10<\/sup> No entanto, sabe-se que uma dieta vegetariana, que inclua o consumo de uma grande variedade de alimentos ricos em prote\u00edna de origem vegetal durante o dia, \u00e9 capaz de fornecer todos os amino\u00e1cidos essenciais para suportar o programa de treino e promover a recupera\u00e7\u00e3o.<sup>5<\/sup><\/p>\n<p>O potencial anab\u00f3lico parece ser superior nas prote\u00ednas de origem animal. No entanto, os estudos existentes s\u00e3o limitados, incidindo maioritariamente na prote\u00edna de soja, trigo e arroz e, portanto, s\u00e3o necess\u00e1rios mais estudos que analisem as propriedades anab\u00f3licas de outras fontes de origem vegetal.<sup>12<\/sup> Adicionalmente, alguns autores sugerem que, desde que a ingest\u00e3o proteica di\u00e1ria seja suficiente e capaz de fornecer a quantidade de amino\u00e1cidos essenciais (particularmente de leucina) necess\u00e1ria para estimular a s\u00edntese proteica, menos relevante ser\u00e1 a diferen\u00e7a entre as fontes proteicas (origem animal <em>versus<\/em> vegetal).<sup>13<\/sup><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"alignnone size-full wp-image-27250\" src=\"https:\/\/www.academiaclinicadragao.com\/wp-content\/uploads\/2022\/03\/TABELA-2-1.png\" alt=\"\" width=\"617\" height=\"520\" \/><\/p>\n<p><strong>\u00a0<\/strong><\/p>\n<h2><strong>Suplementos ergog\u00e9nicos<\/strong><\/h2>\n<p>Tal como no atleta omn\u00edvoro, o recurso a suplementos ergog\u00e9nicos dever\u00e1 ser devidamente ponderado e contextualizado. No atleta vegetariano, a suplementa\u00e7\u00e3o com creatina e beta-alanina apresenta algumas particularidades.<\/p>\n<p><em>Creatina<\/em><\/p>\n<p>A creatina \u00e9 formada a partir de tr\u00eas amino\u00e1cidos (metionina, glicina e arginina) encontrados principalmente na carne e pescado. Dietas vegetarianas t\u00eam sido associadas a uma redu\u00e7\u00e3o das reservas musculares de creatina.<sup>16, 17<\/sup> Num estudo de 8 semanas, Burke <em>et al.<\/em> reportaram efeitos positivos na performance e composi\u00e7\u00e3o corporal em atletas vegetarianos, sugerindo que a suplementa\u00e7\u00e3o com creatina pode ser ainda mais ben\u00e9fica em atletas com n\u00edveis de creatina basais reduzidos, comparativamente com atletas omn\u00edvoros.<sup>18<\/sup><\/p>\n<p><em>Beta-alanina<\/em><\/p>\n<p>A beta-alanina \u00e9 um amino\u00e1cido precursor na s\u00edntese de carnosina, um reconhecido agente tamp\u00e3o intracelular, e pode ser obtida a partir do consumo regular de carne e pescado. Os atletas vegetarianos apresentam n\u00edveis reduzidos de carnosina a n\u00edvel muscular.<sup>19, 20<\/sup> No entanto, s\u00e3o necess\u00e1rios estudos que comprovem um eventual efeito ergog\u00e9nico superior em atletas vegetarianos.<sup>11<\/sup><\/p>\n<p><strong>\u00a0<\/strong><\/p>\n<h2><strong>Impacto na performance<\/strong><\/h2>\n<p>Apesar dos alegados efeitos ben\u00e9ficos na sa\u00fade do atleta, n\u00e3o h\u00e1 evid\u00eancia cient\u00edfica suficiente para sugerir que uma dieta vegetariana <em>per se<\/em> seja superior ou inferior a uma dieta omn\u00edvora, a n\u00edvel de rendimento e performance desportiva. No entanto, s\u00e3o necess\u00e1rios mais estudos que envolvam atletas de competi\u00e7\u00e3o e com follow-up superior (&gt;6 meses).<sup>8, 21, 22<\/sup><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<h2><strong>Conclus\u00e3o: <\/strong><\/h2>\n<p>Qualquer atleta, seja omn\u00edvoro ou vegetariano, que deseje otimizar a sa\u00fade e a performance desportiva deve seguir uma alimenta\u00e7\u00e3o bem planeada, devidamente suplementada, variada e equilibrada. O atleta vegetariano dever\u00e1 dar especial aten\u00e7\u00e3o \u00e0 ingest\u00e3o de prote\u00edna, \u00e1cidos gordos \u00f3mega 3, c\u00e1lcio, ferro, iodo, zinco e vitaminas B12 e D. Uma alimenta\u00e7\u00e3o vegetariana <em>per se<\/em> n\u00e3o parece influenciar, de forma positiva ou negativa, a performance desportiva.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><strong>Refer\u00eancias bibliogr\u00e1ficas:<\/strong><\/p>\n<ol>\n<li>Dinu M, Abbate R, Gensini GF, et al. <em>Vegetarian, vegan diets and multiple health outcomes: A systematic review with meta-analysis of observational studies<\/em>. Crit Rev Food Sci Nutr. 2017;57(17):3640-9.<\/li>\n<li>Silva S, Pinho J, Borges C, et al. <em>Linhas de Orienta\u00e7\u00e3o para uma Alimenta\u00e7\u00e3o Vegetariana Saud\u00e1vel<\/em>. Lisboa 2015.<\/li>\n<li>Melina V, Craig W, Levin S. <em>Position of the Academy of Nutrition and Dietetics: Vegetarian Diets<\/em>. J Acad Nutr Diet. 2016;116(12):1970-80.<\/li>\n<li>Thomas DT, Erdman KA, Burke LM. <em>American College of Sports Medicine Joint Position Statement. Nutrition and Athletic Performance<\/em>. Med Sci Sports Exerc. 2016;48(3):543-68.<\/li>\n<li>Fuhrman J, Ferreri DM. <em>Fueling the vegetarian (vegan) athlete<\/em>. Curr Sports Med Rep. 2010;9(4):233-41.<\/li>\n<li>Venderley AM, Campbell WW. <em>Vegetarian diets : nutritional considerations for athletes<\/em>. Sports Med. 2006;36(4):293-305.<\/li>\n<li>Barr SI, Rideout CA. <em>Nutritional considerations for vegetarian athletes<\/em>. Nutrition. 2004;20(7-8):696-703.<\/li>\n<li>Larson-Meyer DE. <em>Vegetarian and Vegan Diets for Athletic Training and Performance<\/em>. Sports Science Exchange. 2018;29(188):1-7.<\/li>\n<li>Larson-Meyer DE. Optimizing Performance on a Vegetarian Diet. In: Craig WJ, editor. Vegetarian Nutrition and Wellness. New York: CRC Press; 2018. p. 303-19.<\/li>\n<li>Jager R, Kerksick CM, Campbell BI, et al. <em>International Society of Sports Nutrition Position Stand: protein and exercise<\/em>. J Int Soc Sports Nutr. 2017;14:20.<\/li>\n<li>Rogerson D. <em>Vegan diets: practical advice for athletes and exercisers<\/em>. J Int Soc Sports Nutr. 2017;14:36.<\/li>\n<li>van Vliet S, Burd NA, van Loon LJ. <em>The Skeletal Muscle Anabolic Response to Plant- versus Animal-Based Protein Consumption<\/em>. J Nutr. 2015;145(9):1981-91.<\/li>\n<li>Gorissen SHM, Witard OC. <em>Characterising the muscle anabolic potential of dairy, meat and plant-based protein sources in older adults<\/em>. Proc Nutr Soc. 2018;77(1):20-31.<\/li>\n<li>Kerksick CM, Wilborn CD, Roberts MD, et al. <em>ISSN exercise &amp; sports nutrition review update: research &amp; recommendations<\/em>. J Int Soc Sports Nutr. 2018;15(1):38.<\/li>\n<li>(EFSA) EFSA. Dietary Reference Values for nutrients. Summary Report. EFSA supporting publication 2017:e15121. 2017.<\/li>\n<li>Harris RC, Soderlund K, Hultman E. <em>Elevation of creatine in resting and exercised muscle of normal subjects by creatine supplementation<\/em>. Clin Sci (Lond). 1992;83(3):367-74.<\/li>\n<li>Lukaszuk JM, Robertson RJ, Arch JE, et al. <em>Effect of creatine supplementation and a lacto-ovo-vegetarian diet on muscle creatine concentration<\/em>. Int J Sport Nutr Exerc Metab. 2002;12(3):336-48.<\/li>\n<li>Burke DG, Chilibeck PD, Parise G, et al. <em>Effect of creatine and weight training on muscle creatine and performance in vegetarians<\/em>. Med Sci Sports Exerc. 2003;35(11):1946-55.<\/li>\n<li>Everaert I, Mooyaart A, Baguet A, et al. <em>Vegetarianism, female gender and increasing age, but not CNDP1 genotype, are associated with reduced muscle carnosine levels in humans<\/em>. Amino Acids. 2011;40(4):1221-9.<\/li>\n<li>Harris RC, Wise JA, Price KA, et al. <em>Determinants of muscle carnosine content<\/em>. Amino Acids. 2012;43(1):5-12.<\/li>\n<li>Craddock JC, Probst YC, Peoples GE. <em>Vegetarian and Omnivorous Nutrition &#8211; Comparing Physical Performance<\/em>. Int J Sport Nutr Exerc Metab. 2016;26(3):212-20.<\/li>\n<li>Lynch H, Johnston C, Wharton C. <em>Plant-Based Diets: Considerations for Environmental Impact, Protein Quality, and Exercise Performance<\/em>. Nutrients. 2018;10(12).<\/li>\n<\/ol>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<h2><strong>CINCO RECEITAS CALCULADAS PARA ATLETAS VEGETARIANOS<\/strong><\/h2>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>A alimenta\u00e7\u00e3o de atletas vegetarianos dever\u00e1 incluir uma grande variedade de alimentos para aportar todos os nutrientes necess\u00e1rios para a otimiza\u00e7\u00e3o da sa\u00fade e performance desportiva.<\/p>\n<p>As cinco receitas que se apresentam, em seguida, s\u00e3o nutricionalmente adequadas, saborosas e de f\u00e1cil prepara\u00e7\u00e3o, pelo que se recomenda a sua inclus\u00e3o no plano alimentar de atletas vegetarianos\/vegans.<\/p>\n<p>A informa\u00e7\u00e3o nutricional estimada por por\u00e7\u00e3o est\u00e1 apresentada na <strong>Tabela 1<\/strong>. As por\u00e7\u00f5es s\u00e3o meramente sugestivas, pelo que dever\u00e3o ser ajustadas \u00e0s <u>necessidades energ\u00e9ticas\/nutricionais<\/u> e ao <u>objetivo<\/u> de cada atleta.<\/p>\n<p><strong>\u00a0<\/strong><\/p>\n<p><strong>Pequeno-almo\u00e7o: \u00a0<\/strong><\/p>\n<p><strong><u>Receita 1. Papas de aveia no forno [8 por\u00e7\u00f5es]<\/u><\/strong><\/p>\n<p><strong>Ingredientes:<\/strong><\/p>\n<ul>\n<li>2 ch\u00e1venas de flocos de aveia finos;<\/li>\n<li>1 ch\u00e1vena de flocos de aveia integrais grossos;<\/li>\n<li>2 colheres de sopa de linha\u00e7a mo\u00edda;<\/li>\n<li>2 ch\u00e1venas de bebida de soja sem a\u00e7\u00facar;<\/li>\n<li>1 colher de sopa de xarope de agave (ou outro ado\u00e7ante);<\/li>\n<li>2 colheres de ch\u00e1 de ess\u00eancia de baunilha;<\/li>\n<li>1 banana madura;<\/li>\n<li>1 ch\u00e1vena de frutos vermelhos;<\/li>\n<\/ul>\n<p><strong>Prepara\u00e7\u00e3o: <\/strong><\/p>\n<ul>\n<li>Triturar a banana com a bebida de soja, o xarope de agave e a ess\u00eancia de baunilha; juntar a linha\u00e7a e mexer bem;<\/li>\n<li>Numa terrina ou pirex (untado com um pouco de azeite), colocar os flocos de aveia e, de seguida, verter a mistura anterior, distribuindo uniformemente;<\/li>\n<li>Adicionar os frutos vermelhos e levar ao forno a 180 \u00b0C, por 30 minutos.<\/li>\n<\/ul>\n<p><strong>\u00a0<\/strong><\/p>\n<p><strong>Sugest\u00e3o:<\/strong> servir com iogurte vegetal<\/p>\n<p><strong>\u00a0<\/strong><\/p>\n<p><strong>Snack da manh\u00e3\/tarde:<\/strong><\/p>\n<ol start=\"2\">\n<li><strong><u> Barras energ\u00e9ticas [8 por\u00e7\u00f5es]<\/u><\/strong><\/li>\n<\/ol>\n<p><strong>Ingredientes: <\/strong><\/p>\n<ul>\n<li>1 ch\u00e1vena de flocos de aveia integrais grossos;<\/li>\n<li>1 ch\u00e1vena de cereais tufados;<\/li>\n<li>\u00bc ch\u00e1vena de manteiga de amendoim;<\/li>\n<li>\u00bc ch\u00e1vena de xarope de t\u00e2maras;<\/li>\n<li>\u00bc ch\u00e1vena de nozes pecan;<\/li>\n<\/ul>\n<p><strong>Prepara\u00e7\u00e3o:<\/strong><\/p>\n<ul>\n<li>Misturar todos os ingredientes;<\/li>\n<li>Verter para um tabuleiro forrado com papel vegetal e espalhar uniformemente, amassando;<\/li>\n<li>Dividir em 8 por\u00e7\u00f5es (\u00e9 mais f\u00e1cil fazer este passo antes de ir ao forno) e assar durante 15 minutos a 180 \u00b0C (com ventila\u00e7\u00e3o).<\/li>\n<\/ul>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><strong>Sugest\u00e3o para aumentar o teor de prote\u00edna da refei\u00e7\u00e3o:<\/strong> acompanhar com batido de prote\u00edna vegetal<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><strong>Lanche pr\u00e9-treino:<\/strong><\/p>\n<ol start=\"3\">\n<li><strong><u> Panquecas de caf\u00e9 [3 por\u00e7\u00f5es]<\/u><\/strong><\/li>\n<\/ol>\n<p>Ingredientes:<\/p>\n<ul>\n<li>1 ch\u00e1vena de farinha de espelta (ou outra);<\/li>\n<li>3 colheres de sopa de farinha de coco;<\/li>\n<li>2 colheres de sopa de farinha de alfarroba ou cacau;<\/li>\n<li>1 colher de sopa de a\u00e7\u00facar de coco;<\/li>\n<li>1 colher de sopa de fermento em p\u00f3;<\/li>\n<li>200mL de bebida de soja (sem adi\u00e7\u00e3o de a\u00e7\u00facar);<\/li>\n<li>1 caf\u00e9 expresso;<\/li>\n<\/ul>\n<p>Prepara\u00e7\u00e3o:<\/p>\n<ul>\n<li>Misturar os ingredientes secos numa ta\u00e7a grande; acrescentar os h\u00famidos e envolver bem;<\/li>\n<li>Aquecer uma frigideira ou placa antiaderente, pincelar com um pouco de azeite, e colocar duas colheres de sopa de massa por panqueca. Quando se formarem bolhinhas \u00e0 superf\u00edcie, virar com uma esp\u00e1tula e deixar cozinhar mais uns segundos; passar para uma grelha de arrefecimento e repetir o processo.<\/li>\n<\/ul>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><strong>Sugest\u00e3o<\/strong>: servir com manteiga de frutos oleaginosos e\/ou fruta (na fotografia: banana caramelizada)<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><strong>Almo\u00e7o ou jantar:<\/strong><\/p>\n<ol start=\"4\">\n<li><strong><u> Estufado de lentilhas e ab\u00f3bora [2 por\u00e7\u00f5es]<\/u><\/strong><\/li>\n<\/ol>\n<p><strong>Ingredientes:<\/strong><\/p>\n<ul>\n<li>\u00bd colher de sopa de azeite;<\/li>\n<li>1 cebola;<\/li>\n<li>2 dentes de alho;<\/li>\n<li>2 tomates maduros (ou \u00bd lata de tomate triturado);<\/li>\n<li>&lt; \u00bc colher de ch\u00e1 de piripiri;<\/li>\n<li>\u00bc colher de ch\u00e1 de cominhos;<\/li>\n<li>1 colher de ch\u00e1 de colorau;<\/li>\n<li>1 folha de louro;<\/li>\n<li>100g de cogumelos, cortados em tiras ou quartos;<\/li>\n<li>\u00bc ab\u00f3bora-menina, cortada em cubos;<\/li>\n<li>\u00bd ch\u00e1vena (100g) de lentilhas castanhas\/verdes;<\/li>\n<li>1 ch\u00e1vena de \u00e1gua;<\/li>\n<li>Salsa fresca, picada; sal e pimenta preta a gosto;<\/li>\n<\/ul>\n<p><strong>Prepara\u00e7\u00e3o: <\/strong><\/p>\n<ul>\n<li>Numa panela antiaderente m\u00e9dia, saltear a cebola e o alho picados no azeite durante 3-4 minutos;<\/li>\n<li>Juntar o tomate maduro e as especiarias, e deixar cozer; assim que o tomate estiver reduzido a molho, juntar os cogumelos e a ab\u00f3bora e deixar refogar durante 5-7 minutos em lume m\u00e9dio;<\/li>\n<li>Juntar as lentilhas e a \u00e1gua, reduzir o lume e tapar a panela; deixar ferver durante cerca de 10 minutos e, temperar com uma pitada de sal e pimenta preta; cozer mais 3-5 minutos at\u00e9 as lentilhas ficarem macias;<\/li>\n<li>Juntar as ervas arom\u00e1ticas frescas e envolver.<\/li>\n<\/ul>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><strong>Sugest\u00e3o:<\/strong> servir com p\u00e3o ou arroz<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<ol start=\"5\">\n<li><strong><u> Bolinhas de gr\u00e3o e pimento [3 por\u00e7\u00f5es]<\/u><\/strong><\/li>\n<\/ol>\n<p><strong>Ingredientes:<\/strong><\/p>\n<ul>\n<li>1 lata (260 g) de gr\u00e3o-de-bico cozido, bem drenado;<\/li>\n<li>2 colheres de ch\u00e1 de azeite;<\/li>\n<li>1 cebola;<\/li>\n<li>2 dentes de alho, laminados;<\/li>\n<li>1 tomate alongado, cortado em cubos;<\/li>\n<li>\u00bc pimento vermelho, cortado em cubos;<\/li>\n<li>40 g de soja texturizada fina;<\/li>\n<li>2 colheres de ch\u00e1 de colorau;<\/li>\n<li>\u00bd colher de ch\u00e1 de or\u00e9g\u00e3os secos;<\/li>\n<li>\u00bd colher de ch\u00e1 de manjeric\u00e3o seco;<\/li>\n<li>\u00bc colher de ch\u00e1 de piripiri, em p\u00f3;<\/li>\n<li>2 colheres de sopa de salsa ou coentros frescos, picados;<\/li>\n<li>Pimenta preta a gosto;<\/li>\n<\/ul>\n<p><strong>Prepara\u00e7\u00e3o: <\/strong><\/p>\n<ul>\n<li>Numa frigideira, aquecer 1 colher de ch\u00e1 de azeite, e saltear a cebola, o alho, o tomate e o pimento durante 8-10 minutos, at\u00e9 a cebola ficar transl\u00facida, e os vegetais tenros;<\/li>\n<li>Juntar o gr\u00e3o-de-bico e esmagar com uma colher, at\u00e9 desfazer grosseiramente;<\/li>\n<li>Adicionar a soja, e 1 a 2 colheres de sopa de \u00e1gua, se necess\u00e1rio, para unir o preparado;<\/li>\n<li>Juntar as especiarias e retificar os temperos;<\/li>\n<\/ul>\n<p>Se necess\u00e1rio, ajustar a consist\u00eancia, adicionando \u00e1gua caso a mistura esteja muito seca, ou farinha\/flocos\/sementes ou frutos gordos mo\u00eddos, caso o preparado esteja muito seco;<\/p>\n<ul>\n<li>Formar 12 a 16 bolinhas;<\/li>\n<li>Numa frigideira antiaderente, aquecer a restante colher de ch\u00e1 de azeite e passar um guardanapo para revestir toda a superf\u00edcie da frigideira; colocar as bolinhas e cozer durante 3 minutos, mexendo frequentemente a frigideira.<\/li>\n<\/ul>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><strong>Sugest\u00e3o<\/strong>: servir com massa ou arroz e legumes a gosto<\/p>\n<p><strong>\u00a0<\/strong><\/p>\n<p><strong>\u00a0<\/strong><\/p>\n<p><strong>Tabela 1.<\/strong> Informa\u00e7\u00e3o nutricional estimada por <u>por\u00e7\u00e3o<\/u>.<\/p>\n<table style=\"height: 527px;\" width=\"1282\">\n<tbody>\n<tr>\n<td width=\"123\"><strong>Receitas<\/strong><\/td>\n<td width=\"123\"><strong>Valor energ\u00e9tico (kcal)<\/strong><\/td>\n<td width=\"76\"><strong>Prote\u00edna (g)<\/strong><\/td>\n<td width=\"94\"><strong>Hidratos de Carbono (g)<\/strong><\/td>\n<td width=\"66\"><strong>Fibra (g)<\/strong><\/td>\n<td width=\"84\"><strong>Gordura (g)<\/strong><\/td>\n<\/tr>\n<tr>\n<td width=\"123\"><strong>1.<\/strong> Papas de aveia no forno<\/td>\n<td width=\"123\">202<\/td>\n<td width=\"76\">7.9<\/td>\n<td width=\"94\">34.1<\/td>\n<td width=\"66\">6.4<\/td>\n<td width=\"84\">4.3<\/td>\n<\/tr>\n<tr>\n<td width=\"123\"><strong>2.<\/strong> Barras energ\u00e9ticas<\/td>\n<td width=\"123\">139<\/td>\n<td width=\"76\">3.7<\/td>\n<td width=\"94\">16.3<\/td>\n<td width=\"66\">1.8<\/td>\n<td width=\"84\">6.8<\/td>\n<\/tr>\n<tr>\n<td width=\"123\"><strong>3.<\/strong> Panquecas de caf\u00e9<\/td>\n<td width=\"123\">206<\/td>\n<td width=\"76\">9.1<\/td>\n<td width=\"94\">40.0<\/td>\n<td width=\"66\">9.1<\/td>\n<td width=\"84\">3.0<\/td>\n<\/tr>\n<tr>\n<td width=\"123\"><strong>4.<\/strong> Estufado de lentilhas e ab\u00f3bora<\/td>\n<td width=\"123\">265<\/td>\n<td width=\"76\">18.0<\/td>\n<td width=\"94\">37.1<\/td>\n<td width=\"66\">14.7<\/td>\n<td width=\"84\">4.9<\/td>\n<\/tr>\n<tr>\n<td width=\"123\"><strong>5. <\/strong>Bolinhas de gr\u00e3o e pimento<\/td>\n<td width=\"123\">222<\/td>\n<td width=\"76\">17.2<\/td>\n<td width=\"94\">26.0<\/td>\n<td width=\"66\">11.5<\/td>\n<td width=\"84\">5.8<\/td>\n<\/tr>\n<\/tbody>\n<\/table>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><strong>Fontes:<\/strong> USDA Food Composition Database; Tabela da Composi\u00e7\u00e3o de Alimentos\u00a0do Instituto Nacional de Sa\u00fade Doutor Ricardo Jorge; informa\u00e7\u00e3o nutricional consultada nos r\u00f3tulos;<\/p>\n<p>Goios A, Liz Martins M, Oliveira AC, Afonso, C, Amaral T (2016). <em>Pesos e Por\u00e7\u00f5es de Alimentos<\/em>. U. Porto Edi\u00e7\u00f5es. 2\u00aaEd.<\/p>\n<p><strong>\u00a0<\/strong><\/p>\n<p>Goios A., Pereira R., Monteiro A. I., Gon\u00e7alves M., Espregueira-Mendes J. (2020). O Atleta Vegetariano: Considera\u00e7\u00f5es Nutricionais<em> Revista Med Desp Informa<\/em>, 11(2):28-30. DOI: 10.23911\/clinica_dragao_2020_3.<\/p>\n<p>PODER\u00c1 REALIZAR O DOWNLOAD DO ARTIGO NA SUA INTEGRA EM:<\/p>\n<p><a href=\"https:\/\/www.revdesportiva.pt\/files\/PDFs_site_2020\/2_mar\/Clinica_do_Dragao_c_ementas.pdf\">https:\/\/www.revdesportiva.pt\/files\/PDFs_site_2020\/2_mar\/Clinica_do_Dragao_c_ementas.pdf<\/a><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Article Published in the Portuguese Journal of Sports Medicine Dra. 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